
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo
processo da Operação Lava Jato na primeira instância, autorizou que o
ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa vá depor, na quarta-feira (17), na
CPI mista que investiga denúncias de irregularidades na estatal. No despacho em
que deu aval para a ida do ex-dirigente da petroleira ao Congresso Nacional, o
magistrado determinou que a Polícia Federal (PF) tome as providências
necessárias para assegurar a escolta de Costa para Brasília.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo
Tribunal Federal (STF), havia ressaltado na última sexta (12) que a CPI não
precisava de autorização judicial para ouvir o ex-diretor de Refino e
Abastecimento da Petrobras. No entanto, o aval de Sérgio Moro era necessário
porque Costa está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba e
precisa de uma manifestação da Justiça para deixar a cadeia.
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Delação premiada
A direção da CPI mista
decidiu marcar o depoimento de Paulo Roberto Costa para esta quarta-feira
depois que vieram à tona alguns detalhes do depoimento que o ex-diretor prestou
ao Ministério Público Federal em um acordo de delação premiada. Na tentativa de
reduzir sua pena, Costa denunciou como funcionava o esquema de corrupção na
Petrobras.
Segundo reportagem da
revista "Veja", durante seus depoimentos aos procuradores da
República, o ex-dirigente teria delatado que três governadores, seis senadores,
um ministro e, pelo menos, 25 deputados federais foram beneficiados com
pagamentos de propinas oriundas de contratos com fornecedores da estatal.
De acordo com a publicação, Costa citou,
entre outros políticos, os nomes da governadora Roseana Sarney (Maranhão) e dos
ex-governadores Sérgio Cabral (Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco); do ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão; dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL),
Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira (PP-PI); e dos deputados Henrique Eduardo
Alves (PMDB-RN), Cândido Vacarezza (PT-SP), Mário Negromonte (PP-BA) e João
Pizzolatti (PP-SC). Todos negaram envolvimento no esquema de corrupção.
Do portal G1
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