Depois de desistir de recriar a CPMF, o
governo decidiu neste domingo (30) encaminhar ao Congresso sua proposta de
Orçamento da União para o próximo ano com uma previsão de deficit primário.
A própria presidente Dilma Rousseff comunicou
a decisão a líderes aliados, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL). De acordo com assessores da presidente, o governo optou por
encaminhar um orçamento “realista e transparente”.
Ao apresentar o orçamento
com deficit primário, o governo indica que não vê como economizar o suficiente
para pagar os juros da dívida pública e que precisará se endividar ainda mais
para financiar suas despesas em 2016.
Esta será a primeira vez que o orçamento
federal é enviado ao Congresso com deficit primário desde que o governo passou
a contabilizar seus números dessa maneira, na administração do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso.
Ao expor a fragilidade das finanças do
governo, o orçamento poderá levar as agências internacionais de classificação
de risco a rebaixar a nota do Brasil e excluir o país do grupo considerado mais
seguro pelos investidores, agravando a crise econômica.
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