
É um fato concreto que o país
inteiro está sofrendo com o alastramento da grave crise econômica. Só um
alienado não consegue enxergar isso. Também é certo que todas as esferas da
sociedade estão sendo atingidas com o chamado "efeito dominó". Portanto,
diante deste quadro só restam duas alternativas: entregar-se às intempéries ou
procurar mecanismos de superação ante a recessão.
Neste contexto, estão inseridos
os governantes, os grandes e pequenos empresários, os profissionais liberais,
autônomos e a massa em geral. Todos estão padecendo com o mesmo problema. A diferença está na
reação de cada um diante do quadro pessimista.
Na seara política, os que
necessitam reagir rapidamente diante do "monstro da crise" são os
prefeitos que, em ano eleitoral, não poderão mais se dar mais ao luxo de apenas
murmurar sobre a falta de verbas federais ou dificuldades orçamentárias sem
apresentar à população ao menos uma fórmula de contornar toda essa
problemática, sob pena de comprometerem os seus próprios projetos de renovação
de mandatos.
O discurso da paciência, da
tolerância e da espera não se aplica mais após três anos de uma ladainha
interminável de "época das vacas magras", e por um motivo óbvio: o
povo não elege um governante para que ele fique apenas ostentando poder com a
força do cargo ou deleitando-se em projetos meramente fisiologistas. Não, pelo
contrário!
Os gestores necessitam mostrar
resiliência (habilidade de se adaptar com facilidade às intempéries) na
condução da máquina pública e, urgentemente, apresentar uma agenda positiva de
trabalho, caso contrário, podem começar a dizer adeus à reeleição.
Insistir no discurso do
"falta tudo" diante da impaciência popular é um verdadeiro "tiro
no pé".
Senhores, por favor, mudem esse discurso enfadonho. Sim?
Não? Então "pega o boné" e saia! O povo agradece.
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