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terça-feira, 9 de julho de 2013

Curso de medicina passará de 6 para 8 anos, a partir de 2015

Curso de medicina passará de 6 para 8 anos de duração
O  curso de medicina  passará  de 6 para 8 anos a partir de 2015. A mudança  integra um pacote de medidas anunciado nesta segunda-feira,  8,  pela  presidente  Dilma  Rousseff  para ampliar a oferta de médicos  no País e melhorar a formação dos profissionais. Definida numa Medida Provisória, a ampliação deverá  ser  regulamentada  pelo Conselho Nacional  de Educação, num prazo de 180 dias. O programa,  batizado de Mais Médicos, inclui ainda o recrutamento de profissionais  estrangeiros  para  trabalhar  em áreas prioritárias, a abertura de 11.447 novas vagas para graduação  e outros 12.376 postos de especialização em áreas consideradas  prioritárias até 2017.  O novo formato do curso de Medicina é inspirado no modelo existente em países como Inglaterra e Suécia, diz o Ministério da Saúde. Concluído o curso de seis  anos,  o  estudante passa para um segundo ciclo,  de  dois anos, onde terá de atuar em serviços públicos de saúde. A exigência do segundo ciclo será  universal:  tanto para estudantes de  instituições da rede pública quanto privada da ensino. No período em que trabalharem  nos  serviços públicos de saúde, estudantes  receberão uma bolsa, financiada pelo Ministério da Saúde. Os valores ainda não foram definidos. O governo calcula, no entanto, que ela ficará entre  o que é concedido para as residências médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que é pago para profissionais inscritos no Provab (R$ 8 mil). No primeiro ano, estudantes vão atuar na rede de atenção  básica. No segundo  ano, o trabalho será feito nos serviços de urgência e  emergência. Os alunos  continuarão vinculados à instituição de ensino onde foi feita a graduação e, assim como ocorre com a residência, serão  avaliados. A carga horária ainda não foi definida.  Pela proposta,  o  segundo  ciclo poderá ser aproveitado para abater um ano de curso de residência em especialidades básicas, como medicina de família, ginecologia, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. Há também a possibilidade de o período ser incluído na contagem para cursos de mestrado. A forma como isso será feito também está nas mãos  do Conselho  Nacional  de  Educação. O formato de oito anos poderá ser revisto num curto prazo.  Há a possibilidade de o primeiro ciclo, atualmente  de seis anos, ser reduzido para cinco. O assunto, no entanto, ainda terá de ser debatido pelo Conselho Nacional de Educação. A intenção é se aproximar do modelo inglês, onde a duração do primeiro ciclo varia entre 4 a 6 anos, treinamento  supervisionado  dura  outros dois  anos e a especialidade médica, 3 a 8 anos. Para atuar no segundo ciclo, os alunos receberão  um  registro provisório. A instituição de ensino deverá estar ligada a uma rede de serviços públicos de saúde, onde seus alunos  vão desempenhar as atividades.  Caberá  à  instituição definir o local de trabalho do estudante. A ideia  é que o aluno seja supervisionado  por  professores.  A forma como isso será feito também será definida pelo Conselho Nacional de Educação. Também não está acertado como será feito o reembolso das instituições de ensino pelo trabalho de supervisão. O aluno receberá o diploma somente depois de completar os oito anos de formação.   Só aí  receberá a inscrição permanente.  De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo proposto prevê que o profissional  com registro provisório, mesmo sem diploma, responderá caso cometa uma infração  ética  ou erro no atendimento do paciente. A criação do segundo ciclo não vai dispensar o internato, realizado atualmente no quinto e sexto  ano.  Nesta etapa, o estudante não tem autonomia. Durante o treinamento da segunda etapa,  o estudante aos poucos ganha mais autonomia.  A expansão  da  duração do curso de medicina, de  acordo com o governo, não tem como objetivo principal a ampliação da oferta de médicos.  A meta, de acordo com ministérios da Saúde e da Educação, é ampliar a formação do profissional e driblar um problema que o governo julga enfrentar atualmente, que é a especialização precoce. Na avaliação do governo, a partir do 4º ano, estudantes concentram suas  atenção  nas áreas com que têm mais afinidade, deixando de lado pontos considerados essenciais para o atendimento do paciente. Embora detalhes ainda não estejam definidos, o governo já decidiu que durante o ciclo de dois anos, o estudante terá permissão para atuar apenas nos locais indicados pela instituição de ensino a que ele está ligado. Não será permitida a realização de plantões ou atuação em outros serviços.
Postado por Jetro Xavier .

 

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